Secretário Artes g1 BA - Redes sociais O secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, denunciou nas redes sociais uma mensagem ofensiva enviada por um internauta em seu perfil. Em publicação feita nesta quinta-feira (29), o gestor mostrou um print em que o autor desejava a morte de sua mãe. O episódio ocorre em meio à repercussão da polêmica envolvendo a operação do transporte público durante o segundo turno das eleições 2026 em Salvador.
No último domingo (25), ao menos 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens da capital baiana. “Desgraçado!!!! Que sua mãe morra!!!!”, dizia a mensagem recebida pelo secretário.
(Confira a imagem abaixo). 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Pablo também compartilhou imagens do perfil apontado como responsável pelo ataque, identificado na rede social como @leocunhateatro. Segundo as informações exibidas na página, o usuário se apresenta como ator e diretor teatral.
Secretário compartilha Redes sociais Na publicação, o secretário informou que a mãe tem 82 anos e enfrenta o Alzheimer. Ele afirmou que, como filho, sente profundamente o impacto de ver familiares envolvidos em ataques virtuais. “Como filho, é profundamente doloroso ver minha família atingida dessa forma”, escreveu.
Na legenda da publicação, Pablo Souza destacou que compreende o papel de agente público e a necessidade de prestar esclarecimentos à população, mas ressaltou que divergências políticas não justificam ameaças. “Como secretário, compreendo meu dever de prestar contas, ouvir críticas e esclarecer os fatos. Tenho cumprido as determinações da Justiça e confio em uma apuração justa.
Mas nenhuma divergência política justifica ameaças ou tamanha crueldade”, afirmou. O secretário informou ainda que a mensagem foi denunciada à plataforma digital e que já está adotando as medidas judiciais cabíveis contra o autor. “O debate público exige responsabilidade.
Acima de qualquer diferença, precisamos preservar o respeito à vida e à nossa humanidade”, declarou. Entenda a polêmica A repercussão em torno de Pablo Souza ocorre após a crise no transporte público registrada durante o segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25). Na ocasião, ao menos 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens de Salvador, provocando transtornos para passageiros e uma série de reclamações em estações, pontos de ônibus e nas redes sociais.
Mais de 70 ônibus são impedidos de sair de garagens em Salvador Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), os veículos ficaram retidos porque precisaram passar pela retirada de adesivos com propaganda eleitoral do então candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prática vedada pela legislação eleitoral. Imagens feitas por drones mostraram dezenas de coletivos estacionados nas garagens ao longo do dia.
Em meio à polêmica, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) chegou a determinar a prisão em flagrante do secretário Pablo Souza, que estava em Paris. A decisão, no entanto, foi revogada no dia seguinte. Apesar disso, o TRE ressaltou que a revogação da medida não representa absolvição dos envolvidos e que os fatos continuarão sendo investigados.
A Justiça também determinou que a Polícia Federal apure a possível redução de mais de 50% da frota de ônibus da capital no dia da votação. A investigação busca esclarecer quem determinou a diminuição da oferta do serviço e se houve intenção de dificultar o deslocamento de eleitores. A decisão cita a apuração de possíveis crimes eleitorais, como impedir ou embaraçar o exercício do voto e o descumprimento de ordem judicial.
O que diz o secretário Secretário de Mobilidade de Salvador rebate denúncia de falta de ônibus durante eleição Após retornar ao Brasil, Pablo Souza afirmou que a prefeitura adotou no segundo turno a mesma estratégia operacional utilizada no primeiro turno das eleições. Segundo ele, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não determinou a disponibilização de 100% da frota de ônibus em nenhuma cidade do país.
O secretário sustenta que a única diferença foi a necessidade de remover os adesivos dos coletivos antes da circulação e que a situação foi normalizada assim que a Semob identificou impactos na operação. O caso também gerou desdobramentos políticos.
Na terça-feira (27), um grupo de vereadores protocolou um pedido para abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal de Salvador com o objetivo de investigar a redução da frota e responsabilizar os envolvidos, caso sejam constatadas irregularidades. Até a última atualização, a oposição havia reunido 10 das 14 assinaturas necessárias para a instalação da comissão.
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