Justiça revoga pedido de prisão de secretário de mobilidade Em entrevista à TV Bahia nesta terça-feira (27), o secretário de mobilidade de Salvador, Pablo Souza, afirmou que a prefeitura adotou a mesma estratégia de transporte nos dois turnos de eleições e que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não determinou que 100% da frota de ônibus estivesse disponível em nenhuma cidade do país. A afirmação foi feita em meio a polêmica da falta de ônibus em Salvador no domingo (25).
"Adotamos no domingo exatamente a mesma estratégia que adotamos no primeiro turno das eleições deste ano. Há mais de 10 anos, a prefeitura de Salvador adota a mesma estratégia. O TSE, em nenhum momento, determinou que 100% da frota de ônibus estivesse em nenhuma cidade do país", afirmou.
Em contrapartida, a resolução nº 23.751 do TSE, de fevereiro de 2026, diz que: "o poder público adotará as providências necessárias para assegurar, nos dias de votação, a oferta gratuita de transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal, inclusive o metropolitano, com frequência compatível com aquela dos dias úteis (Supremo Tribunal Federal, ADPF nº 1.013/DF)".
O que se sabe sobre retenção de ônibus em dia de votação em Salvador Quem é o secretário de transporte de Salvador alvo de mandado de prisão Além disso, um texto veiculado no site da Secretaria de Mobilidade de Salvador, informa que a operação do segundo turno das eleições contaria com "100% da frota utilizada em dias úteis, sem a redução habitual de veículos aos domingos".
(Veja imagem abaixo) Texto publicado no site da Secretaria de Mobilidade de Salvador antes do 2º turno de eleições Redes sociais Ainda segundo o secretário, a prefeitura de Salvador usa a mesma operação de transporte em dias de eleições há 10 anos e nunca colocou 100% dos ônibus nas ruas. De acordo com o secretário, a única diferença entre a operação do primeiro e segundo turno está relacionada a colagem de adesivos com propaganda eleitoral nos coletivos.
Imagens mostram que adesivos com o número 13, número da campanha de Lula (PT), foram colados nos ônibus que estavam nas garagens, o que é proibido. Por causa disso, pelo menos 75 ônibus dos transporte público de Salvador foram impedidos de sair das garagens na manhã de domingo, informação que foi confirmada pela prefeitura. Em entrevista, o secretário afirmou que a operação foi regulada rapidamente, assim que a secretaria percebeu que a retirada dos adesivos estava atrapalhando o fluxo de transportes.
"Nossa equipe prontamente entrou no circuito. Praticamente toda a frota que estava na garagem neste dia amanheceu adesivada e as empresas de ônibus iniciaram logo cedo a remoção, que é determinada pela TSE. Quando a gente identificou que estava tendo impacto operacional, entramos no circuito e determinados que não impedissem nenhum ônibus sair da garagem", afirmou o secretário.
Secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza TV Bahia Drone flagrou ônibus parados nas garagens O secretário também contou que as empresas dos ônibus adotaram a medida de retirar os adesivos com as equipes de limpeza, e não com o motorista de cada coletivo. Ele não informou quanto tempo levou entre o início da retirada dos adesivo e a liberação da frota. Ainda segundo o secretário, pela tarde o serviço já estava normalizado.
Apesar disso, vídeos mostram a mobilização de moradores com caronas solidárias. Diversos motoristas passaram nos pontos de ônibus para ajudar quem não conseguia chegar no local de votação devido a falta de ônibus. O secretário e a prefeitura também não informaram o número total de ônibus impactados.
Dois levantamentos foram divulgados ao longo do domingo: ➡️ Uma fiscalização da Polícia Federal (PF), feita em uma garagem da cidade, observou redução de 42,1% da frota, com 53 veículos a menos nas ruas, se comparado com a operação de um dia comum. ➡️ O Procon identificou 944 ônibus parados em garagens da OT Trans e Integra Plataforma.
Vídeo mostra frota de ônibus parada em garagem na Barros Reis, em Salvador Secretário estava em Paris O Secretário Pablo Souza estava em uma viagem de trabalho em Paris, na França, no domingo. Ao ser questionado sobre quem estava no comando da operação de mobilidade durante o segundo turono das eleições, ele afirmou que atuou no processo mesmo em outro país. "Embora eu estivesse em uma missão institucional a convite do governo francês, nós fizemos a mesma programação do primeiro turno.
E apesar de estar fora do país, atuei junto com toda a equipe, fiz contato com todos os empresários, com a direção e coordenação da secretaria de mobilidade e com o sindicato". "Atuei de forma firme, para garantir que independente dessa divergência, os ônibus pudessem circular", afirmou. Em meio a falta de ônibus no domingo, o TSE chegou a pedir a prisão em flagrante do secretário.
Como ele não estava no Brasil no momento do pedido, ele não foi preso. Na segunda-feira (26), o próprio órgão revogou a prisão com a justificativa da perda da finalidade imediata da prisão devido ao encerramento da votação. O cancelamento da ordem não significa absolvição nem reconhecimento de que não houve crime.
A Justiça determinou que a Polícia Federal investigue o caso e deu 48h para que a prefeitura envie os documentos relacionados ao caso. Segundo o secretário, a medida será atendida e os documentos serão enviados no prazo.
📹 Confira a entrevista na íntegra Justiça revoga pedido de prisão de secretário de mobilidade LEIA TAMBÉM: Grupo protesta em Salvador após redução da frota de ônibus na eleição e queima boneco com foto do prefeito; expediente é suspenso Cidade onde Nikolas gravou vídeo sobre o Nordeste tem grande influência do Sul e detém o 6º maior PIB da Bahia VÍDEO: Após falta de ônibus, moradores de Salvador fazem carona solidária para eleitores conseguirem votar Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.
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